Contatos

Conta-se a história de uma ilha em Alguma Parte, onde os habitantes desejavam intensamente ir a outro lugar e fundar um mundo mais são e digno. O problema, entretanto, era que a arte e a ciência de nadar e navegar nunca havia sido desenvolvidas – ou talvez haviam sido perdidas há muito. Por isso, havia habitantes que simplesmente se negavam sequer a pensar nas alternativas para a vida na ilha, enquanto outros faziam alguns esforços em busca de soluções para seus problemas, sem preocupar-se em recuperar para a ilha o conhecimento de cruzar as águas. De vez em quando alguns ilhéus reinventavam a arte de nadar e navegar. Também, de vez em quando chegava a eles algum estudante, e se produzia um diálogo como o que se segue:

            -Quero aprender a nadar.    

            -Que acordo queres fazer para consegui-lo.

            -Nenhum. Somente desejo levar comigo minha tonelada de repolho.

            -Que repolho?

            -A comida de que necessitarei do outro lado ou onde quer que esteja.

            -Mas há outras comidas do outro lado.      

            -Não sei o que queres dizer. Não estou seguro. Tenho que levar o meu repolho.

            -Mas assim não poderás nadar, para começar, com uma tonelada de repolho.      

            -Então não posso aprender. Chamas o repolho de carga. Eu o chamo de  minha nutrição essencial..

            Suponhamos, como uma alegoria, que não falamos de repolhos, mas de idéias adquiridas, ou pressuposições, ou certezas?

            -Mmm ... vou levar meus repolhos a alguém que entenda minhas necessidades.

                                                    Maturana R ., Humberto & Varela G., Francisco

Livro: El arbol del conocimiento, las bases biologicas Del entendimiento humano.

Santiago, Ed. Universitária, 1989.

Os desafios de uma Educação comprometida com a democracia, com respeito às diferenças, que combata o preconceito, as desigualdades sociais, econômicas, sexuais, raciais e tantas outras, somente poderão ser aceitos, se fundados no DIÁLOGO entre todos os envolvidos na relação de ensino – aprendizagem, dentro da Instituição escolar. O aprender a muito deixou de ser exclusividade da escola.         

A era da tecnologia acelerou vertiginosamente o acesso às informações, em especial, as científicas. Mesmo porque, hoje, é impossível a um ser humano isolado acompanhar a produção do conhecimento científico no dia a dia. É necessário, participar de um coletivo que contribua que coopere entre si para poder produzir conhecimento. Mas, o que tem a ver crianças e pré adolescentes com este raciocínio desenvolvido? Estes seres humanos já nasceram nesta era. São filhos deste mundo acelerado, diverso, disperso e que a escola mal tem conseguido correr atrás. Os alunos de 6º ao 9º anos, que possuem uma idade entre 11 e 14 anos aproximadamente, e os professores destes “não sabem” o que estão fazendo na escola tradicional. Talvez aguardando o tempo de se chegar ao ensino médio, que irá prepará-los para o vestibular e entrar na Faculdade/Universidade.

É pouco, para quem tem energia, vitalidade, e o mundo para conquistar... Mas esta é a realidade, após o aluno ser alfabetizado, o que se pressupõe ocorra até o 5º ano, vive-se o enfado, a “modorrência” na escola. O período escolar de 6º ao 9º anos não tem identidade, busca-se passar um acúmulo de informações, que o aluno não sabe para que serve. Uma escola baseada num saber acumulativo e revelado é obsoleta, padece de um déficit de sentido para os que nela trabalham, professores e alunos. Esta é uma triste constatação, que nos serve de desafio, para fazer diferente. 

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O Colégio Mauá de Brasília de Ensino Médio passará a existir na cidade de  Taguatinga DF, a partir de 2016. Sabedores da importância de um ensino sério e de qualidade em nível do ensino regular, em 2016 seus proprietários iniciarão o Colégio Mauá de Brasília nesta cidade.

Em pleno século XXI, ainda existem diversas regiões brasileiras com um baixo nível de escolaridade e desenvolvimento humano, assim foi observado pelos Mantenedores a necessidade de ampliar o desenvolvimento do conhecimento humano em algumas dessas regiões. A escolha da região Centro-Oeste, em especial na cidade de Taguatinga - DF, é que, notadamente uma cidade satélite  de Brasília com mais 200 mil habitantes e encontra-se com alto índice desenvolvimento econômico,  precisando assim de um aumento do nível escolar de sua população e consequentemente do desenvolvimento humano e social.

A realidade social, nos dias atuais, tem se caracterizado por mudanças rápidas e constantes. Essas transformações têm exigido uma série de respostas da sociedade que representam uma quebra dos paradigmas de nossas concepções acerca da formação humana, do conhecimento, das relações sociais, das organizações geopolíticas, das estruturas econômicas e das representações culturais dos povos. Nesse sentido, novos paradigmas surgem, outros são reafirmados. A reorganização do cenário mundial nos impõe novos desafios. Quanto mais o Brasil busca consolidar suas estruturas políticas democráticas, mais os direitos da cidadania e participação se ampliam. Assim, a educação, ao promover o desenvolvimento sustentável e a superação das desigualdades sociais, ganha importante reconhecimento no contexto nacional e mundial.

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